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Meu filho chegou à adolescência
23 Nov 2016 23 Nov
Categoria: Artigos
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Última Atualização: Quinta, 04 Janeiro 2018 17:38

Meu filho chegou à adolescência

Qual a melhor forma de me relacionar com ele?

Num dia, seu filho é uma criança doce, amável e carinhosa. No outro, ele começa a demonstrar constantes oscilações de humor, fica insatisfeito ao se olhar no espelho e a opinião dos amigos tem um peso maior do que a sua, como pai e mãe. É a famosa fase da adolescência, pegando muitos familiares de surpresa, que muitas vezes passam a ter problemas no relacionamento com seus filhos, onde antes não havia contratempo algum.

Listamos 8 dicas para você se relacionar melhor com seu filho adolescente:

• Seja uma autoridade firme, porém próxima e afetiva. Os pais devem orientar os filhos e não seus amigos. Pode haver uma relação amistosa entre pais e filhos, mas a orientação não deve ser deixada de lado.

• Escute tudo o que eles têm pra contar sem ironias, arbitrariedade ou julgamentos apressados. Observar o que eles estão querendo expressar com seu corpo, negociar, chegar a um acordo, orientar em vez de punir e repreender.

• Comente com seu filho tudo o que você admira em sua personalidade, fortalecendo o comportamento positivo e dando sempre sua aprovação nas condutas corretas.

• Encontre o equilíbrio entre a firmeza e flexibilidade: os jovens requerem permissão que na época dos pais nem se pensava. Assim, é necessário avaliar com tranquilidade seus anseios, dando algumas permissões desde que se cumpram as regras pré-estabelecidas. Deve-se conversar continuamente e escutá-los.

• Construa a auto-estima do adolescente: valorize as habilidades, conhecimentos, valores, pontos fortes do seu filho, não se esquecendo de conversar onde existe deficiência. A auto-estima compreende em exaltar as potencialidades, porém sem se omitir em corrigir os erros e dificuldades para poder trabalhar acerca dos mesmos.

• Não se apresse em dar uma resposta: se o problema do adolescente for complexo para você, pense, busque ajuda para que a decisão tomada seja adequada.

• Lembre-se dos valores: ensine-o sobre como os comportamentos se manifestam nos valores incutidos pela família. Converse com o adolescente o porquê algumas situações são apropriadas e outras não.

• Invista seu tempo: seu filho já foi uma criança doce, obediente e amigável, mas você tem que admitir que ele cresceu. Desfrute o máximo esse tempo e as conquistas do seu filho, acompanhe seu desenvolvimento.

Apesar dessas dicas, os pais devem ter em mente que não devem ficar atentos apenas com a forma de se relacionar com o adolescente.

Há casos em que se deve procurar um bom profissional na área, principalmente quando o jovem apresentar comportamento de alto risco, tais como auto-agressão, ideia e tentativas de suicídio, baixa-estima, uso de drogas, álcool e violência, isolamento extremo, não atendimento a qualquer regra da casa, ausência frequente da escola, irritação permanente, entre muitos outros sinais que exigem cuidados especializados.


É preciso buscar ajuda profissional em vez de ignorar qualquer transtorno que esse adolescente possa estar passando.

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